O uso de suplemento de vitaminas é muito comum na diálise apesar de pouco entendido. Suscita dúvida nos pacientes e até mesmo nos médicos. Falaremos sobre o uso das principais vitaminas nos pacientes em diálise.
As vitaminas do complexo B, a B12 e B6 principalmente, são usadas como tentativa de um melhor controle da anemia. O ácido fólico, outra vitamina, também tem papel nesse sentido.
A vitamina C, que está presente em boa quantidade em alimentos com alto teor de potássio e que acabam sendo evitados, é usada numa tentativa de melhor absorção e aproveitamento do ferro ingerido e principalmente pelas suas propriedades anti-oxidantes, no propósito de controlar a inflamação presente no organismo de renais crônicos.
A vitamina D, que deixou de ser corretamente ativada pelos rins doentes, passa a ser administrada para diminuir os efeitos do hiperparatireoidismo e a doença óssea secundária à insuficiência renal.
A vitamina E tem papel no controle de cãibras persistentes em pacientes em hemodiálise.
As doses corretas das prescrições dessas vitaminas variam muito de paciente para paciente e entre os médicos. Isso ocorre porque o conhecimento atual ainda não explica o papel exato e todas as vantagens e desvantagens do seu uso.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Doença por Lesão Mínima
A doença por lesão mínima (DLM) é uma das principais causas de síndrome nefrótica em crianças e adultos. Nas crianças é responsável por perto de 90% das síndromes nefróticas, enquanto que nos adultos responde por 10 a 15% das glomerulopatias que causam proteinúria intensa.
Assim como a membranosa e outras, essa glomerulopatia tem uma deterioração da barreira de filtração do glomérulo como sua causa, provocando grande perda de proteínas na urina. De forma diferente de outras glomerulopatias, não há depósito imune na membrana basal glomerular.
Geralmente não há causa precipitante, mas pode em poucos casos estar associada ao uso de anti-inflamatórios, alguns antibióticos, linfomas e leucemias, alergias e outras doenças.
A pessoa se apresenta com inchaço importante principalmente nas pernas e no rosto, além de haver perda intensa de proteína pela urina, o que pode fazer com que a urina fique espumosa.
Na criança o diagnóstico dispensa a biópsia renal, já que a DLM é responsável por quase todos os casos de síndrome nefrótica nessa faixa etária. Somente se faz a biópsia caso não haja sucesso no tratamento. No adulto sempre se deve fazer a biópsia após consulta com o nefrologista.
Curiosamente o resultado do histopatológico é normal, por isso o nome de lesão mínima. Apenas a microscopia eletrônica, que nem sempre é feita, pode identificar alterações.
O tratamento da DLM geralmente é feito com corticóide e a resposta costuma ser boa. Quando isso não ocorre, o diagnóstico deve ser revisto e outra alternativa deve ser considerada.
Assim como a membranosa e outras, essa glomerulopatia tem uma deterioração da barreira de filtração do glomérulo como sua causa, provocando grande perda de proteínas na urina. De forma diferente de outras glomerulopatias, não há depósito imune na membrana basal glomerular.
Geralmente não há causa precipitante, mas pode em poucos casos estar associada ao uso de anti-inflamatórios, alguns antibióticos, linfomas e leucemias, alergias e outras doenças.
A pessoa se apresenta com inchaço importante principalmente nas pernas e no rosto, além de haver perda intensa de proteína pela urina, o que pode fazer com que a urina fique espumosa.
Na criança o diagnóstico dispensa a biópsia renal, já que a DLM é responsável por quase todos os casos de síndrome nefrótica nessa faixa etária. Somente se faz a biópsia caso não haja sucesso no tratamento. No adulto sempre se deve fazer a biópsia após consulta com o nefrologista.
Curiosamente o resultado do histopatológico é normal, por isso o nome de lesão mínima. Apenas a microscopia eletrônica, que nem sempre é feita, pode identificar alterações.
O tratamento da DLM geralmente é feito com corticóide e a resposta costuma ser boa. Quando isso não ocorre, o diagnóstico deve ser revisto e outra alternativa deve ser considerada.
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Doenças,
Glomerulopatias / nefrites
quinta-feira, 5 de maio de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Carambola na insuficiência renal

Nunca é demais lembrar que para os portadores de insuficiência renal a ingestão de carambola é muito perigosa. É uma fruta deliciosa originária da Ásia e presente no Brasil há muito tempo.
Ela contém toxinas que não são eliminadas em pessoas com insuficiência renal e passam do sangue para o sistema nervoso causando vários sintomas e, às vezes, lesões neurológicas irreparáveis.
Os sintomas vão desde sonolência, soluços intermináveis, insônia, agitação, até convulsões, coma e parada respiratória, na dependência da quantidade de fruta ingerida e do grau de insuficiência renal. Em pessoas saudáveis nada acontece pois os rins eliminam facilmente as tais toxinas.
Infelizmente não há um tratamento eficaz para essa intoxicação. Alguns pacientes obtêm alguma melhora após hemodiálise, mas essa não é a regra, fazendo com que a situação possa ganhar contornos muito críticos em alguns casos.
Como há diversos relatos de morte pela ingestão da carambola em renais crônicos, cuidado! Se você é paciente renal em diálise, nem passe perto da fruta e alerte toda sua família para não lhe prepararem uma salada de frutas venenosa.
sábado, 26 de março de 2011
Cranberry na Infecção Urinária
Um remédio caseiro pode ajudar a prevenir a infecção urinária. O cranberry, uma fruta nativa da América do Norte, conhecida como mirtilo-vermelho e oxicoco por estas bandas, desde há vários séculos é usada nos EUA como home remedy. As mulheres índias nativas americanas bebiam regularmente o suco de cranberry por alguma razão de saúde que era pouco clara para os colonizadores. Eles logo adotaram o hábito e observaram que o consumo rotineiro desse suco curava as infecções urinárias. Mas foi mais recentemente que as atenções se voltaram para essa frutinha, já que ela vinha sendo usada para prevenir infecções urinárias largamente pela população daquele país. Alguns estudos da década de 80 já tinham demonstrado que o suco de cranberry diminuia a capacidade das bactérias se aderirem às paredes do trato urinário. De 1994 a 2004 pelo menos 5 estudos demonstraram que o uso regular do cranberry diminuía a incidência de infecções urinárias em mulheres.
A partir daí os médicos tem orientado pacientes mulheres com cistite de repetição a usar o cranberry como prevenção encontrando bons resultados. A dose indicada não é conhecida pois os estudos feitos usaram quantidades diárias diferentes do suco e doses variadas das cápsulas de extrato. Parece, porém, que o uso das cápsulas pode ser mais custo-efetivo, considerando o sabor do suco que não é muito bom e o preço do mesmo, que não fica barato aqui no Brasil.
Há várias estratégias para a profilaxia da infecção urinária e essa parece ser mais uma. Se você é mulher e tem cistites frequentemente, pergunte para o seu médico se não é o caso de se tentar o cranberry. É improvável que o seu uso possa trazer más consequências.
A partir daí os médicos tem orientado pacientes mulheres com cistite de repetição a usar o cranberry como prevenção encontrando bons resultados. A dose indicada não é conhecida pois os estudos feitos usaram quantidades diárias diferentes do suco e doses variadas das cápsulas de extrato. Parece, porém, que o uso das cápsulas pode ser mais custo-efetivo, considerando o sabor do suco que não é muito bom e o preço do mesmo, que não fica barato aqui no Brasil.Há várias estratégias para a profilaxia da infecção urinária e essa parece ser mais uma. Se você é mulher e tem cistites frequentemente, pergunte para o seu médico se não é o caso de se tentar o cranberry. É improvável que o seu uso possa trazer más consequências.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Lei dos Transplantes
Cross-Match ou Prova Cruzada no Transplante Renal
O candidato a transplante renal, além da tipagem HLA, também faz a prova cruzada. É o exame que põe em contato o soro (parte do sangue sem as células) do receptor com células do doador e analisa o resultado. É uma prévia do que acontecerá após o transplante: células do doador (o rim enxertado) em contato com os anticorpos pré-formados do receptor. Caso haja morte de células do doador provocada por ação de anticorpos do receptor, a prova cruzada é positiva, e isso é péssimo porque praticamente inviabiliza o transplante entre essa dupla.
No caso de uma dupla com doador vivo alguns centros tentam reverter esse problema usando imunossupressores com bons resultados.
O receptor desenvolve anticorpos contra possíveis doadores principalmente através de transfusões sanguíneas, gravidezes e transplantes anteriores, que são momentos em que o organismo entra em contato com tecidos estranhos a ele, desencadeando a formação de anticorpos.
No caso de uma dupla com doador vivo alguns centros tentam reverter esse problema usando imunossupressores com bons resultados.
O receptor desenvolve anticorpos contra possíveis doadores principalmente através de transfusões sanguíneas, gravidezes e transplantes anteriores, que são momentos em que o organismo entra em contato com tecidos estranhos a ele, desencadeando a formação de anticorpos.
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